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Recordar é Viver!

por Asséde Paiva
(rosarense), bacharel em Direito e Administrador. Autor de Organização de cooperativas de consumo (premiado no IX Congresso Brasileiro de Cooperativismo, em Brasília); Brumas da história do Brasil. RIHGB nº 417, out./dez. 2002; Possessão, São Paulo: Ícone Editora, 1995; O espírito milenar, Goiânia: Editora Paulo de Tarso, s.d. Trabalhou na CSN 35 anos.

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Falemos de Chapéu D’Uvas
VR, dezembro, 2010

Quase todas as pessoas vivem a vida num silencioso desespero. (Thoreau)

Chapéu é...

Um lugarejo ao lado da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), hoje MRS, a três quilômetros de Paula Lima. Em Chapéu, papai alugou sítio de José Vieira Tavares e uma propriedade do tenente da Guarda Nacional, José Teixeira de Carvalho, morador e dono da fazenda Santa Helena (ou Rocinha do Engenho, ou Santa Oráida?). A Roça do Azevedo (que papai alugou) é antiquíssima denominação, na rota do Caminho Novo. Foi no Azevedo que papai ganhou muito dinheiro e depois passou o sítio para Agnelo Lopes, em negócio deveras estressante. Meu pai se tornou mais ou menos prestamista a juros de 6% ao ano, para o fazendeiro e boiadeiro Nestor Esmério (dono da fazenda Cachoeira). Papai apurou na transação do Azevedo (120.000$000) cento e vinte contos de réis ao passar o Azevedo pro Agnelo (ainda falávamos nas duas moedas: conto e cruzeiro). Como boiadeiro meu pai o velho João Minga, viajava e farreava, por que não? Julgava-se um conquistador. Aí, achou que devia ser jovem e que trabalhara demais na mocidade. “Perdi a mocidade, agora vou gozar a vida”, dizia. Tornou-se namorador e muito vaidoso. Imagine que certa feita foi ao Rio de Janeiro, pegou o avião até São Paulo, só para dizer que tinha voado. E fez muitas outras besteiras e proezas até zerar ou ‘quebrar’ como era o jargão da época. Contribuiu muito para esse degringolar, o fato de meu irmão mais velho, Expedito, ter se enamorado de moça de nome Almerinda, filha de José Ferreira, e de Orzelina Fernandes. Meu irmão desistiu de estudar, brigou com papai e casou. Pior para nós, pois, papai achou que não valia a pena cuidar da família. Aos poucos, foi nos abandonando à própria sorte. Vivia com a gente, não era chefe de família, era anexo, apêndice. Que pena? Queda em queda, a família sofreu muito. Tantas mazelas, meu Deus! Às vezes não compensa olhar no espelho retrovisor do tempo! Há boas e más lembranças de Chapéu D’Uvas*. Falarei das boas e porei pedra em cima das más.

*O nome vem de Chapetuva: xá = ver; pe = caminho; uva = água parada. Daí, caminho visto do pântano. O lugar floresceu no século XVIII, com o nome de Chapéu d’Uvas. Chegou a ser elevado a paróquia, em 1764, com o título de Nossa Senhora da Assunção do Engenho do Mato, no “lugar de Chapéu d’Uvas”. Era, entretanto, designado comumente como Engenho do Mato. Saint Hilaire, ao visitar o arraial de Chapéu d’Uvas, registrou: “A paróquia de Chapéu d’Uvas também denominada Nossa Senhora da Assunção do Engenho do Mato...”. Ao que parece depois que o Caminho Novo para o Rio de Janeiro passou a ser preferido e mais movimentado, o arraial entrou em decadência e perdeu a regalia de sede de paróquia. Esta só foi criada novamente com a lei nº 2.921, de 26 de novembro de 1882, com o título de Nossa Senhora do Rosário de Chapéu d’Uvas. A denominação de Chapéu d’Uvas, anterior à criação da primeira paróquia, em 1764, das mais tradicionais em Minas, foi mudada para Paula Lima, pelo decreto nº 442, de 23 de março de 1891.

Existe outra lenda sobre o nome Chapéu D’Uvas:

Desde tempos remotos (informa-nos o S.r Antônio Teixeira de Carvalho,) morava na fazenda denominada Rocinha do Engenho, sita à margem da estrada real do Rio de Janeiro, o indivíduo que acudia por Francisco José Soares de Araújo. Vivia, este homem, de sua ranchada e dos aluguéis de seus pastos, e nas horas vagas se entretinha com a cultura de suas videiras. Os tropeiros eram seus hóspedes habituais. Afável e obsequiador, todas as vezes que se lhe oferecia ocasião, enchia de cachos de uvas um grande chapéu de palha, que segundo as narrativas, fora de seus progenitores, e os levava aos hóspedes, no rancho. Eis a razão por que alguns dos tropeiros, interpelados em caminho sobre seu destino, respondiam: “Vou ao Chapéo de Uvas” referindo-se, já se sabe, por antonomásia, ao homem — Francisco José Soares de Araújo e a sua casa. (in Álbum do Município de Juiz de Fora de Albino Esteves, 1915, p.499). Chapéu, nos idos de 1800 era imenso, suas fronteiras batiam com Juiz de Fora, Piau, Barbacena e Rosário. Englobava Barreira do Triunfo, o atual Paula Lima, Taboões, hoje Ewbank e João Gomes, depois Palmyra e hoje, Santo Dumont.

Fomos razoavelmente felizes nos doze anos em que moramos neste lugarejo. Fizemos amizade com a família de José Vieira Tavares (Aracy, Amândio, Zezé. Alice, Anísio), sendo a adolescente Aracy, nossa professora de catecismo. Episódios marcantes: A caravana de ciganos que nos vendeu tachos e cavalos, sem tentar nos enganar; a tragédia ferroviária, onde perdemos sete animais e eu fui o grande culpado; a desavença de meu tio Jovelino com a Alvir, da família Zacarrão, que nos trouxe grandes tribulações; finalmente, a visão paranormal de uma entidade do mal, por minha irmã Aura. Daí em diante, nossa vida foi nômade como os ciganos: de casa em casa, de arraial em arraial, de bairro em bairro, de cidade em cidade e até de um Estado para outro. Trinta ou mais mudanças até o final; é só contá-las. E como diz o ditado: Pedra que muito rola, não cria limo.

A seguir, beldades chapéuduvenses nos trazem lembrança de tempos que se foram, mas se lembro tenho no dizer de Guimarães Rosa. E bem ao caso, vem o ensinamento de Mario Quintana: “O tempo não passa! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo”. O local da foto é o átrio da igreja de Nossa Senhora da Assunção, ao lado do coreto, e a data provável é 1947. São elas: 1. Áurea Zacarrão, 2. Noeme Oliveira (irmã do autor), 3. Aparecida Machado, 4. Glória Dias, 5. Glória Machado, 6. Atilde Zacarrão (Tidoca), 7. Verônica Dias (Toti).

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publicado no Benficanet em 15/07/2011
Comentários

Nome: Sergio Marinho - Juiz de Fora e Macaé - 05/11/2017
Mais uma excelente matéria. Ficamos emocionados, pois quase todos os nossos ancestrais estão enterrados próximos daí, no Cemitério de Paula Lima. Sou primo do Dr. Amândio, Aracy, Zezé e Alice Tavares. Um grande abraço

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/01/2016
Informo que minhas professoras em Chapéu foram respectivamente: Terezinha; Nieta; e Hercília.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/01/2016
Sheila! Qual era sua família em Chapéu? Moramos lá 12 anos.

Sheila Trepichio - Caçapava - SP - 26/12/2015
Adorei saber um pouco dessa cidade onde meu pai , mãe e irmão moraram. Minha mãe comentava muito do tempo que morou lá com meu irmão bem pequeno.Nunca fui visitar mas tenho boas lembranças das histórias contadas por todos aqui de casa . Ainda irei um dia conhecer.

Silvania Aparecida Ribeiro - Chapéu D'Uvas - 04/09/2015
Asséde é muito bom ter alguém sábio como você para nos trazer lembranças tão boas. Tem muitos que já estão em outro plano espiritual, mas que moram em nossos corações. Te agradeço por ser um amigo e estar sempre entre nós.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 05/06/2015
Maysa eu conheci seu avô Lau e dormi uma noite na fazenda dele, conheci seu pai e tios.

Maysa Aparecida Fernandes Loures - Bandeirantes - Juiz de Fota - MG - 25/03/2015
Adorei a matéria,me emocionei pois fiz parte desta História. Sou de Paula Lima, neta de Wenceslau Albano Fernandes e filha de Osvaldo Almeida Fernandes passei minha infância na Fazenda do Vovô Lau em Paula Lima.Participei das festa de Chapéu D\'Duvas e Paula Lima. Muito bom recordar.

Danilo Lopes da Silva - Paula Lima - Juiz de Fora - MG - 09/02/2015

O Chapéu D'uvas do sec XVIII, é o atual Paula Lima de hoje. Esta foto acima é em Paula Lima no final dos anos 40 -início dos anos 50, ao lado da igreja ainda sem os muros.

Evanir - Juiz de Fora - 03/01/2015
Muito bom!

Leila Cristina da Silva - Chapéu D'uvas - Juiz de Fora - 11/09/2014
Olá, meu nome é Leila, moro em Chapéu desde que nasci, tenho 43 anos e amo muito esse lugar de paixão. Aparecida Machado deu aula pra mim e quando criança adorava a merenda que a saudosa dona Gloria fazia. Morei no casarão, mas uma pena ter deixado tudo acabar, parecia que tinha ar condicionado naquela casa de tão fresca que ela era. Adoraria receber fotos do meu bairro. Parabéns......

Mercedes de Fátima Cruz de Souza - Colônia de São Firmino - Ewbank da Câmara - 09/09/2014
Sou profª, leciono também na EJA e por causa de discussão em sala de aula entrei no site buscando esclarecer origem do nome de Chapéu D'uvas. Fiquei feliz pois consegui muito mais. Parabéns aos responsáveis!!!

Luiz Roberto de Assis Alvim - Cachoeiro de Itapemirim - ES - 11/08/2014
Sou de chapéu D'Uvas, atualmente moro em Cachoeiro de Itapemirim - ES. Ótimo comentário, estudei com dona Aparecida Machado, sinto saudades do lugar, da minha família e de meus amigos.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 13/04/2014
Franciso Christino Malta foi dono da fazenda Sesmaria. Pai de Rodão, Lola e Oliveira. Este casado com Toti (Verônica) filha de Henrique Dias. Toti e filhas moram em Volta Redonda. Francisco Cristino Malta Foi subdelegado de Chapéu D'Uvas, idos de 1909. Mudou-se para S Palmira em 1945(?).

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 12/04/2014
Francisco Cristino Malta foi sogro de Verônica a número 7 da foto. Mora em Volta Redonda

Caroline Moreira - Guarulhos/SP - 23/03/2014
Olá! Estava fazendo algumas buscas na internet sobre meus familiares e acredito que Francisco Cristino Malta é meu tataravô. Você possui mais informações sobre ele? Muito obrigada!!!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 26/01/2014
Afonso Gostaria de contatá-lo quando for em JF. Dê-me o telefone.

Afonso Celso Sobreira - Juiz de Fora-MG - 05/01/2014
Adorei a matéria, deu pra matar um pouco da saudade, sou filho de Waldemiro Sobreira(MIMI) e Maria Expedita Sobreira(Dith) filha de João Micó. Estudei com a Dioba Aparecida Machado. Foi lindo reve-la nesta foto, parabéns.

Edna Maria Sobreira - Juiz de Fora-MG - 03/01/2014
Grande presente de começo de ano. Amei tudo que vi sobre Chapéu D'Uvas minha terra natal. Parabéns! Sou filha de Waldemiro Sobreira(Mimi) chefe da estação por muito tempo e neta de João Antônio David (João Micó). Minha mãe Edith (filha de João Micó). Além de minha mãe tinha: Sebastião, Efigênia, Elvira, Joaquim, José Antônio e Verônica (única viva). Foi muito bom rever lembrar destes grande amigos de meu pai. Parabéns pela feliz ideia.

Antonio Teixeira de Carvalho Netto - Chapéu D'Uvas - 26/12/2013
Prezado Assede, você está de parabéns por guardar e divulgar tão bem as nossas memórias. Infelizmente não tenha a prática digital, o email proposto aqui é de minha filha Juliana que pode intermediar nossos contatos. Mais uma vez muito obrigado pelo envio de seus emocionantes artigos. Vou repassá-los para a família do Rikito e da Amélia. Meus cumprimentos. Antonio Teixeira.

Silvania Aparecida Ribeiros - Chapéu D'Uvas - Juiz de Fora - MG - 30/10/2013
Nasci em minha casa, fui aluna de Aparecida Machado famosa PiPi, sou da família Ribeiro, fui madrinha de bateria do bloco por 4 anos, que saudade. Coisas que não voltam mais. Conheço todas as famílias citadas. Estou com 45 anos e sei quem tem muitas fotos antigas da prainha; até breve.

Amandio Tavares - Juiz de Fora - MG - 31/05/2013
Caro Henrique, na direção de um cemitério que ainda existe às margens da represa, está submerso o lugarejo "Colônia de São Firmino", cuja torre da igreja ainda aparece quando o reservatório está baixo. Entre em contato comigo.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 03/04/2013
Infelizmente, nada sei sobre este assunto. Na verdade, quando a represa foi estancada eu não mais residia em Chapéu.

Henrique Pregnolatti - Juiz de Fora - MG - 27/03/2013
Caro Asséde Paiva, sou mergulhador e estou constantemente mergulhando na represa de Chapéu D'uvas, pergunto-lhe se sabes onde exatamente está localizada alguma edificação (casa, curral,etc...) que foi submersa no processo de alagamento da mesma, pois isso é como encontrar ouro pra min. Já encontrei uma cisterna quadrada submersa a mais ou menos 15 metros de profundidade. Está bem próxima ao pé do morro de uma igreja que ainda está lá. Se tiver qualquer informação agradeço. Abraços.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 13/11/2012
Os que me leem, me animam a escrever mais e mais. Obrigado, pois!?

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/10/2012
Caro Luiz Gustavo! Só hoje vi seu recado. Conheci mui8to a família Zacarrão. Fui amigo de Itamar (Mazinho), fizemos muitaas farras nas festas de Paula Lima, ?Barreira, Benfica, Juiz de Fora e Lima Duarte. Bons tempos, tempos felizes de nossa mocidade. Mando um abraço pra suas vó e para os descendentes dos Mansur. Seu avô Jorge Mansur foi o lendário beque do Aymoré Futebol Clube. Eu assisti o enlace de sua tia-avó Áurea com Pedro Motta eu neste dia conheci a irmão de Pedro que muitos anos após este evento tornar-se-ia minha esposa Cecy. O mundo é pequeno mesmo.

Eduardo Dias - São Paulo - SP - 05/10/2012
Nossa!!! somente hoje vi este post, sou filho da Maria do Carmo Dias, filha de Henrique Dias, nossa tia Verônica ainda é viva e está muito bem, que legal recordar, passei várias férias em Chapéu junto com minha mãe.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 04/10/2012
A Sebastiana a que me refiro, veio com a gente quando mudamos de Rosário para Paula Lima e depois para Chapéu D'Uvas. É só o que sei. Acho que ela voltou para Rosário, isto nos idos de 1941-4. Será a mesma?

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 04/10/2012
Obrigado Lucimar! Vou tentar lembrar um pouco mais. Pergunto se você é parenta de José Coelho que conheci outrora?

Lucimar Coelho - Jardim Glória - 30/09/2012
Eu morei muito tempo em Chapéu D'Uvas, tenho saudades de quando os casarios centenários estavam de pé. Parabéns pela boas recordações.

Jose Luiz - Suzano - SP - 30/09/2012
Olá Asséde, boa tarde e um ótimo domingo, estou lhe escrevendo pois vi sua matéria e estou procurando parentes de minha mãe que saiu de lá ha uns 50 anos, e vi na sua matéria uma Sebastiana que possivelmente possa ser a minha vó e mãe de Rita Lourenço da Silva, seria possível o senhor me dizer caso tenha conhecido e se for a pessoa que penso se posso ter referência de irmãos, sobrinhos ainda na cidade talvez?

Luiz Gustavo Mansur Moreira - Eldorado - Juiz de Fora - 27/09/2012
Fiquei muito emocionado ao ler sobre a família de minha avó d Elza Zacarão ainda viva e com muita saúde e de meu avô Sr. Jorge Mansur falecido em 1981 e gostaria de receber esses textos falando de chapéu D'Uvas se possível, muito obrigado!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/05/2012
Marcos! Não consegui afastar todas as brumas da memória, pois não me lembro de Expedito. Fotos de Chapéu você pode tê-las lendo meus trabalhos no Benficanet.

Marcos Marcelo - Francisco Bernardino - Juiz de Fora - MG - 14 e 15/05/2012
Sr Asséde Paiva , boa tarde. Sou nascido em Chapéu D'Uvas, minha família também, adorei sua matéria pela internet, muito nomes ali citados eu conheci, gostaria de saber se o sr conheceu meu pai que se chamava Expedito Alves Pinto filho da dona Conceição, tinha apelido de Bahia, o sr tem mais fotos antigas de Chapéu D'Uvas? Se tiver mande no meu e-mail. Um abraço.

Sr Asséde Paiva, parabéns por sua matéria sobre Chapéu D'Uvas! Gostaria de saber se o Sr tem mais fotos antigas de Chapéu D'Uvas, muito bom voltar ao passado gostaria de saber se o Sr conheceu meu Pai Expedito Alves Pinto, filho de Dona Conceição, ele tinha apelido de (Bahia). Abraço.

Ricardo P Silva - Manoel Honório - Juiz de Fora - MG - 23/04/2012
Bom dia Asséde, li sua matéria e achei muito interessante até mesmo porque sou mergulhador e ontem 22/04/12 fiz um mergulho em Chapéu D'Uvas onde provavelmente era uma caixa d'água. Aproveitando sua matéria gostaria de saber de você se tem alguma foto antiga de Chapéu D'Uvas e se poderia conseguir uma cópia. Desculpe por ser invasivo. Agradeço e peço desculpas mais uma vez pela forma que  o contatei.

Tania Valeria Vaz - Vila Velha - ES - 17/03/2012
Meus pais levavam-nos para pescaria e deliciávamos a prainha! Muitos anos da minha infância com meus pais e irmãos... curtimos muito essa prainha e os LAMBARIS!!!!

Manoel Ferreira (tineca) - Chapéu D'Úvas - MG - 17/10/2011
Sou de chapéu D`uvas (nato), parabéns pela matéria, agora temos um ótimo canal de comunicação.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 15/09/2011
Dados sobre família Micó: Maria Helena da Conceição Pereira, chamada Maria Micó, era sobrinha dos Micó (Alfredo, João, Beijo). João Micó era pai de Elvira, Conceição, Efigênia, Verônica. Elvira morreu há dois anos. João tinha um filho de nome Sebastião. Adelino era outro irmão dos Micó??? A Sra Maria Micó mora em Volta Redonda. É isto aí, por enquanto.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 15/09/2011
Hamilton! Seu pai Rio Novo (qual era mesmo seu nome real?) trabalhava numa guarita bem perto da travessia que ia pra minha casa. Ele me emprestou grandes romances e era titular da ponta direito do Aymoré futebol Clube. Seus pais e os meus se davam bem e eram compadres. Lembro de suas irmãs Elza e Selma, de você não. Talvez nem fosse nascido.

Helena: Fale-me um pouco mais de seus tios Mimi e Beijo Micó. Obrigado, Asséde.

Rosania! Seu convite está aceito. Irei a Chapéu quando puder.

Helena de Paula - São Paulo - SP - 07/09/2011
Eu Passei a minha vida ouvindo falar deste lugar onde meus pais se conheceram e se casaram. Eu jamais, mas jamais mesmo, pensei que um dia ia ver uma foto do lugar que minha mãe contava sobre as festas religiosas. Achei interessante as muitas histórias que de em algum momento se refere aos meus, exemplo. Tio Mimi, Tio Bejo Mico, lembro-me que quando criança ia com minha avó na casa Geraldo Ambrozino o homem que perdeu as pernas eu tinha muito medo dele, lembro que ele usava uma perna de pau. Era muito pequena mas fui benzida pela Sá Antonia como vovó a chamava. Da Galdina das bebedeiras dela e algo muito vago na minha memória mas lembro-me também... Do Xangai das férias em Chapéu D'uvas. Muito bom relembrar... Fiz uma verdadeira viagem ao passado... Obrigado Abraços!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 07/09/2011
Maria Helena, infelizmente... não recordo bem dos Micó. Entretanto, minha primeira namoradinha chamava-se Lurdes e era filha de um dos Micó. Qual? Não sei. Como em todas famílias, há ricos e pobres. Um Micó, Alfredo??? Era medianamente rico. Outro, João ou o outro, era muito pobre. Vou tentar saber mais e voltarei ao assunto.

Maria Helena David - São Paulo - SP - 06/09/2011
Incrível mundo pequeno...Ou graças a internet voltamos ao passado quase que num passe de mágica. Você citou o nome de muitas pessoas que eu conheci. Inclusive irmãos do meu avô João Micó. Sou Helena de Paula escritora do livro Moinhos de Ventos\" Moro na praia grande litoral de São Paulo. Sou sobrinha da Odete que mora em Chapéu D'uvas! Fiquei emocionada com a tua historia conheci o Sr Nestor Esmero ele era casado com a dona Jovina, né? Entre em contato comigo por este e-mail. Adoraria conhecer um pouco mais sobre tua historia. Um abraço!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 07/09/2011
Estou meio em dúvida sobre João Micó. Seria ele o pai de Lurdes???
Lucas! Realmente eu me esqueci de João Micó. Estou investigando e darei notícias.

Lucas David - Juiz de Fora - MG - 06/09/2011
Oi, Sou bisneto de João Antônio David (1891-1983), mais conhecido como Micó, e você citou no texto dois nomes... \"Beijo Micó\" e \"Alfredo Micó\". Gostaria de saber quem são ou quem foram esses homens, e se vc conheceu o João Micó, casou com Maria, teve 10 filhos, Maria morreu e ele casou-se com Carolina. Conhece essa história? Abraços, e desde já agradeço.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 01/09/2011
Prainha não é do meu tempo... Idos de 40/49.

Marcelo Rezende - Ewbank da Câmara - MG  - 29/08/2011
Achei muito interessante a matéria e as fotos, principalmente a foto das meninas que por coincidência a Aparecida Machado e Glória Machado são minhas tias. Gostaria de saber se você não consegue uma matéria e fotos da prainha.

Rosania De Oliveira Coelho - Chapéu D'Úvas - MG  - 17/08/2011
AMO Chapéu D'Úvas, sua recordação me faz viajar no tempo.Convido-o a vir conhecer o 1˚restaurante do bairro(Maison dos Amigos). Onde conto um pouco mais da história de Chapéu D'uvas, através de fotos.

Francinne Malta - Volta Redonda - RJ  - 13/08/2011
Ah linda minha vozinha Verônica na foto, apesar de não ter muitas coisas para se fazer em Chapéu, passei muitas férias nesse local e também tenho boas lembranças!! Bem legal essa parada de escrever um pouca da história desse lugar!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ  - 13/08/2011
É gratificante ver o meu trabalho publicado em site superinteressante. É emocionante despertar lembranças adormecidas em meus conterrâneos.

Ricardo A Salgueiro - São Paulo - SP  - 09/08/2011
Hoje recebi um presente de uma Família de amigos que moram em Chapéu D\'uvas: o link desta matéria. Conheci de perto Chapéu D\'uvas no período de 1963 até aproximadamente 1981. Lá passei boa parte de minha adolescencia e juventude. Frequentei os quadrantes infinitos do lugar, explorando as paragens de bicicleta ou a pé. Histórica, A Chapéu D\'uvas dos tempos de Saint Hilaire, no início do Caminho Novo, princípio do Século XIX era a atual Paula Lima. A força da ferrovia trouxe o nome para a atual Chapéu D\'uvas. Lamento a destruição de várias fazendas, do armazem do \"Riquito\" e do \"Nico\", a semi destruição da Estação, (construída no final do Século XIX), do laticínio, da Fazenda do Cafundão, da ponte antiga... Mas, lamento muito as distâncias dos amigos: Sebastião, Getúlio, Brás, França, Paulinho...

Cristina Dias Malta - Volta Redonda - RJ  - 06/08/2011
Esta lindona, número 7, na foto (Verônica) é minha mãe, hoje com 80 anos. Sempre passei minhas férias em Chapéu com minha família. Até hoje vamos lá. Muitos já partiram... a saudade é grande! Um grande abraço a todos.
 

João Gomes da Silva - Além Paraíba - MG   - 03/08/2011
Vez por outra, quando a solidão da saudade aperta, recorro imagens do passado. Daí, entre outras fontes, recorro ao Benficanet. Nascido e criado (até aos 16/17 anos)em Benfica (filho de operário da FEEA) tenho estreitas ligações com esta terra.Quero notícias da Hiroko Kasai e seu irmão Takeshi Kasai, entre outros.

Michelli Coliver - Juiz de Fora - MG   - 21/07/2011

Terra que todos amam, mesmo os que só visitam, sempre volta.

Hamilton Manoel de Oliveira - São Judas Tadeu - Juiz de Fora - MG   - 18/07/2011
Parabéns pela matéria. Fiquei muito emocionado, pelo carinho na descrição. Sou filho do Guarda-chaves Rio Novo / Jovina. Após viver de 72 a 89 em Salvador voltei a Chapéu onde morei até 93. Neste período criamos a Associação do Bairro. Por motivo de saúde retornei a Salvador e em 2000 voltei novamente, só que desta vez para o endereço citado. Foi muito bom relembrar os nomes de todos os conterrâneos que já ficava esquecidos na memória. Abraços fraterno do Hamilton.
 
  
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