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Recordar é Viver!

por Asséde Paiva
(rosarense), bacharel em Direito e Administrador. Autor de Organização de cooperativas de consumo (premiado no IX Congresso Brasileiro de Cooperativismo, em Brasília); Brumas da história do Brasil. RIHGB nº 417, out./dez. 2002; Possessão, São Paulo: Ícone Editora, 1995; O espírito milenar, Goiânia: Editora Paulo de Tarso, s.d. Trabalhou na CSN 35 anos.

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Falemos de Chapéu D’Uvas

Parte II...

Chapéu D’Uvas foi o lugar em que moramos mais tempo. Vou relembrar algumas pessoas residentes na época. É hors concours, borbulham em minha mente quatro letras: Lola. Quem foi você Lola? Teria sido meu primeiro amor? Em segundo lugar Rio Novo (apelido), era o guarda-chaves, cc Jovina. Ele me propiciou ler bons romances de Alexandre Dumas, de certa forma, incentivou meu gosto para leitura; José Vieira e esposa, dona Almerinda, e filhos, já citados. Mercedes (minha irmã de criação), que se casou com Jerônimo; Maria Pelota, morena jambo, casou-se com Chico Sinhana; Nazaré que nos acompanhou desde Rosário; Sá Diola, nossa empregada, irada; Sebastiana, outra excelente pessoa, que ajudou criar meus irmãos mais novos; a inesquecível professora, Hercília Dagmar Nogueira, cc Arnaldo; Maria Otília de Carvalho (Tilinha), chefe/postalista do correio local; Norival Silva Ribeiro (Valinho), chefe ou Agente da Estação, que me deixava ler seu jornal, logo que chegava, me recomendando que deixasse algumas letras pra ele. Era pai das lindas Teresinha, Adélia, Margarida, Alice (Russa) e de Valtencir. Guardo, com carinho, o diploma e prova de conclusão do 3o ano do curso primário, assinado por Hercília, a professora, Valinho e Tilinha, dado e passado em 28 de novembro de 1944. Lembro-me de Adolfo Norberto, o subdelegado; padre Nelson Dutra, que sapecava uma missa em quinze minutos. (Abro parênteses para dizer que fui coroinha deste padre. Dele ganhava $400 quatrocentos réis por missa. Eu achava o sacerdócio muito importante; assim, decidi seguir esta senda; mais tarde, nas missões, conheci um bispo e achei tão extraordinário seus paramentos, que optei por ser bispo. A vida decidiu outro caminho pra mim. Fecho parêntesis); lembro da família Zacarrão (Áurea, Alvir, Elza, Itamar, Edméia, Ataíde, Tidoca, Doquinha, Valtinho e Anésia). Eu e Itamar apesar dos desencontros ocasionais fomos bons amigos. Dos Teixeira (fui colega de Toninho). Recordo que eu, Itamar e Toninho tomamos um porre antológico, que me trouxe antipatia da sua família. Recordo perfeitamente de Cecé, Nilda (gostei desta, amor platônico, pois, ela não tomou conhecimento de mim) e Ivone; irmãs, gentis, de Toninho. Desta família lembro ainda do senhor Eugênio, o exator, que usava grossas lentes; não esqueço de seu Lisandro Franco e de dona Maria Gabriela (sua esposa) e filhos: Imaculada, Jorge, Nercílio; os mansur (dona Bahia, Jorge, José, Blanche e Alice); dona Sinhana e filhos; dona Inacinha e as lindas filhas Arlete e Salete. As machadinho: Aparecida, Glória e Chitota; Zé Grande; d. Cota e filhos, que residiam nos terrenos da fazenda Sesmaria; viúva Adelina e imensa família (na época ter mais de dez filhos era comum). Dona Floripes; os sobreira: Mimi e Lecy; a simpaticíssima e querida professora Antonieta Lisboa (dona Nieta); Henrique Dias (o homem da areia, da luz e da água) e filhos. Cito estes: Verônica (Toti), Toninho, João da Mata, Riquito que tinha bicicleta (bicicleta era sinônimo de status). O ferreiro Tonico, ao qual vendi muitos litros de leite a um tostão, o litro; os Teodoros (armeiros e forjadores), que moravam na fronteira de Chapéu e Paula Lima. Os japoneses, agricultores, sô Francisco e filhas Keiko, Kimiko, Kasuko e Ynambuko; Anísio Oliveira Tavares, bom amigo de meu pai, que o ouvia muito. Graças a Anísio, meu pai me matriculou no Granbery e mudou totalmente minha vida, para melhor. Seguindo reminiscências: Francisco Cristino Malta, cujo filho, Roldão, desfez o casamento com Imaculada (a filha de Gabriela), na véspera dos esponsais e como direi: deu zebra; Bispo, o extravagante, que criou um urubu; Sá Antônia, benzedeira e parteira, que trouxe ao mundo meus irmãos Vornei e Norma; a velha Peixeira, sempre mascando fumo; Pedro Pião, o sapateiro; Gardina (uma esponja de cachaça), trabalhadora como quê, quando em seu juízo, bem como sua irmã Cacilda; sô Bilico, trabalhador braçal, agregado de nossa casa e sô Estêvo, nossos diaristas, sempre roçando, plantando, colhendo para nós; Maria Bela e a companheira Maria Crioula e Turuna com o tabuleiro de doces, quindins, brevidades e broas. Nas horas vagas, Turuna era passarinheiro; Shirlei, Ninico, filhos de d. Maria, nossa vizinha mais próxima; Totonho, Becão, Neném, a louca, que ficava no ir e vir, dia inteiro, entre sua casa, ao lado da Igreja de são José e a fazenda Sesmaria; Beijo Micó; Alfredo Micó; José Coelho; Joaquim Silva; Geraldo Ambrozino, o guarda-freio que perdeu as duas pernas, em acidente na ferrovia. O feitor de manutenção de vias férreas, senhor Cândido e equipe (de soca de linha), da qual esqueci todos os nomes. Aflorando em névoa da minha mente, dona Pitucha, a que morava quase em frente os correios. Dona Isaura e filha... Família Meireles: Josino, cc com Liquinha, com muitos filhos, trabalhadores e simples. Barreto, que bebeu até morrer de cirrose. O farmacêutico, senhor Rocha, com visitas muito esparsas, pois, morava em Paula Lima. O seu Rocha nos salvou de morrer do tratamento (cristéis, óleo de rícino, água morna e quarto inteiramente vedado), que nossos pais nos ministravam para fazer brotar o sarampo. Lembro-me do dentista que se chamava Juca e viajava o ano todo, de arraial a arraial, de fazenda a fazenda exercendo seu ofício a ferro, fogo e ácido fênico. Muitos outros nomes desapareceram na névoa do tempo, mas as três pessoas que relaciono agora merecem a nossa eterna gratidão, pelo muito que fizeram, pelo trabalho assíduo, por tudo, enfim: José Alípio, José Firmino e Manuel Sabino. Deus os tenha!

Chapéu D’Uvas vivia em função da ferrovia. Eram três os trens que transportavam passageiros: misto, expresso e rápido (este tão rápido que raramente parava por lá). Os vagões de passageiros eram divididos em primeira e segunda; os de primeira, com poltronas estofadas; os de segunda, com assentos de madeira nua. Diziam os antigos que existira vagão de terceira. Vou citar apenas uma entidade emblemática: Aymoré futebol clube. Nos dias de jogo, levávamos laranja para vender aos assistentes e jogadores. Fica esclarecido que em nossa casa não havia folga nos 365 dias do ano. Sempre, sempre, tínhamos algo a fazer. Na sede do Aymoré, dancei meus primeiros bailes. Ainda bem vivo na memória está o xote Pé de serra: Lá no meu pé de serra / Deixei ficar meu coração / Ai, que saudades tenho / Eu vou voltar pro meu sertão / No meu roçado trabalhava todo dia / Mas no meu rancho tinha tudo o que queria / Lá se dançava quase toda quinta-feira [....]. O passado nos deu esta história. Meu papel é relatar e é isto que faço. Nada além. No geral, foram tempos dificultosos para todos; inclusive, para os mais abastados. Imaginem que, no povoado, só três casas tinham rádio: nos Meireles, no seu Lisandro e na venda do Mansur. Ouvi muitos programas sertanejos (Torres, Florêncio e Riel), na venda. Talvez as fazendas no entorno tivessem rádio, mas só estou falando no pessoal no arraial. Aníbal Zacarrão tinha automóvel e um caminhão International KB-7, (único veículo de carga). Se alguém fosse viajar e perdesse o ‘trem’, só tinha as opções: o caminhão do leite, ou pé na estrada. Alternativamente o cavalo, besta, ou esperar o dia seguinte. Diversos padeiros passaram por lá, mas não registro os nomes deles, cobertos que estão pelas brumas do passado. ...Saudade é amar um passado que ainda não passou, É recusar um presente que nos machuca, É não ver o futuro que nos convida... (Pablo Neruda).

Nota: As fotos, a seguir, foram obtidas na internet, p. de Ralph Mennucci Giesbrech
www.estacoesferroviarias.com.br/.../chapeu.htm
© Jorge A. ferreira Jr. - 02/2011 - Chapéu D'Uvas - Juiz de Fora - MG Janeiro de 2010
A Estação de Chapéu D'Uvas foi inaugurada em 1877. ACIMA: Dístico de Chpéu D'Uvas ainda existe, estilizado e em relevo, em 2010.  Trens & Cia © Jorge A. ferreira Jr. - Antiga caixa d’água de Chapéu D’Uvas, para abastecimento das locomotivas.

O progresso está chegando. Dizem que vão construir uma siderúrgica. Será? Qual Fênix, Chapéu renascerá das cinzas... Hosanas!!!

publicado no Benficanet em 15/07/2011
Comentários


Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/01/2016
Informo que minhas professoras em Chapéu foram respectivamente: Terezinha; Nieta; e Hercília.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/01/2016
Sheila! Qual era sua família em Chapéu? Moramos lá 12 anos.

Sheila Trepichio - Caçapava - SP - 26/12/2015
Adorei saber um pouco dessa cidade onde meu pai , mãe e irmão moraram. Minha mãe comentava muito do tempo que morou lá com meu irmão bem pequeno.Nunca fui visitar mas tenho boas lembranças das histórias contadas por todos aqui de casa . Ainda irei um dia conhecer.

Silvania Aparecida Ribeiro - Chapéu D'Uvas - 04/09/2015
Asséde é muito bom ter alguém sábio como você para nos trazer lembranças tão boas. Tem muitos que já estão em outro plano espiritual, mas que moram em nossos corações. Te agradeço por ser um amigo e estar sempre entre nós.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 05/06/2015
Maysa eu conheci seu avô Lau e dormi uma noite na fazenda dele, conheci seu pai e tios.

Maysa Aparecida Fernandes Loures - Bandeirantes - Juiz de Fota - MG - 25/03/2015
Adorei a matéria,me emocionei pois fiz parte desta História. Sou de Paula Lima, neta de Wenceslau Albano Fernandes e filha de Osvaldo Almeida Fernandes passei minha infância na Fazenda do Vovô Lau em Paula Lima.Participei das festa de Chapéu D\'Duvas e Paula Lima. Muito bom recordar.

Danilo Lopes da Silva - Paula Lima - Juiz de Fora - MG - 09/02/2015

O Chapéu D'uvas do sec XVIII, é o atual Paula Lima de hoje. Esta foto acima é em Paula Lima no final dos anos 40 -início dos anos 50, ao lado da igreja ainda sem os muros.

Evanir - Juiz de Fora - 03/01/2015
Muito bom!

Leila Cristina da Silva - Chapéu D'uvas - Juiz de Fora - 11/09/2014
Olá, meu nome é Leila, moro em Chapéu desde que nasci, tenho 43 anos e amo muito esse lugar de paixão. Aparecida Machado deu aula pra mim e quando criança adorava a merenda que a saudosa dona Gloria fazia. Morei no casarão, mas uma pena ter deixado tudo acabar, parecia que tinha ar condicionado naquela casa de tão fresca que ela era. Adoraria receber fotos do meu bairro. Parabéns......

Mercedes de Fátima Cruz de Souza - Colônia de São Firmino - Ewbank da Câmara - 09/09/2014
Sou profª, leciono também na EJA e por causa de discussão em sala de aula entrei no site buscando esclarecer origem do nome de Chapéu D'uvas. Fiquei feliz pois consegui muito mais. Parabéns aos responsáveis!!!

Luiz Roberto de Assis Alvim - Cachoeiro de Itapemirim - ES - 11/08/2014
Sou de chapéu D'Uvas, atualmente moro em Cachoeiro de Itapemirim - ES. Ótimo comentário, estudei com dona Aparecida Machado, sinto saudades do lugar, da minha família e de meus amigos.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 13/04/2014
Franciso Christino Malta foi dono da fazenda Sesmaria. Pai de Rodão, Lola e Oliveira. Este casado com Toti (Verônica) filha de Henrique Dias. Toti e filhas moram em Volta Redonda. Francisco Cristino Malta Foi subdelegado de Chapéu D'Uvas, idos de 1909. Mudou-se para S Palmira em 1945(?).

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 12/04/2014
Francisco Cristino Malta foi sogro de Verônica a número 7 da foto. Mora em Volta Redonda

Caroline Moreira - Guarulhos/SP - 23/03/2014
Olá! Estava fazendo algumas buscas na internet sobre meus familiares e acredito que Francisco Cristino Malta é meu tataravô. Você possui mais informações sobre ele? Muito obrigada!!!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 26/01/2014
Afonso Gostaria de contatá-lo quando for em JF. Dê-me o telefone.

Afonso Celso Sobreira - Juiz de Fora-MG - 05/01/2014
Adorei a matéria, deu pra matar um pouco da saudade, sou filho de Waldemiro Sobreira(MIMI) e Maria Expedita Sobreira(Dith) filha de João Micó. Estudei com a Dioba Aparecida Machado. Foi lindo reve-la nesta foto, parabéns.

Edna Maria Sobreira - Juiz de Fora-MG - 03/01/2014
Grande presente de começo de ano. Amei tudo que vi sobre Chapéu D'Uvas minha terra natal. Parabéns! Sou filha de Waldemiro Sobreira(Mimi) chefe da estação por muito tempo e neta de João Antônio David (João Micó). Minha mãe Edith (filha de João Micó). Além de minha mãe tinha: Sebastião, Efigênia, Elvira, Joaquim, José Antônio e Verônica (única viva). Foi muito bom rever lembrar destes grande amigos de meu pai. Parabéns pela feliz ideia.

Antonio Teixeira de Carvalho Netto - Chapéu D'Uvas - 26/12/2013
Prezado Assede, você está de parabéns por guardar e divulgar tão bem as nossas memórias. Infelizmente não tenha a prática digital, o email proposto aqui é de minha filha Juliana que pode intermediar nossos contatos. Mais uma vez muito obrigado pelo envio de seus emocionantes artigos. Vou repassá-los para a família do Rikito e da Amélia. Meus cumprimentos. Antonio Teixeira.

Silvania Aparecida Ribeiros - Chapéu D'Uvas - Juiz de Fora - MG - 30/10/2013
Nasci em minha casa, fui aluna de Aparecida Machado famosa PiPi, sou da família Ribeiro, fui madrinha de bateria do bloco por 4 anos, que saudade. Coisas que não voltam mais. Conheço todas as famílias citadas. Estou com 45 anos e sei quem tem muitas fotos antigas da prainha; até breve.

Amandio Tavares - Juiz de Fora - MG - 31/05/2013
Caro Henrique, na direção de um cemitério que ainda existe às margens da represa, está submerso o lugarejo "Colônia de São Firmino", cuja torre da igreja ainda aparece quando o reservatório está baixo. Entre em contato comigo.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 03/04/2013
Infelizmente, nada sei sobre este assunto. Na verdade, quando a represa foi estancada eu não mais residia em Chapéu.

Henrique Pregnolatti - Juiz de Fora - MG - 27/03/2013
Caro Asséde Paiva, sou mergulhador e estou constantemente mergulhando na represa de Chapéu D'uvas, pergunto-lhe se sabes onde exatamente está localizada alguma edificação (casa, curral,etc...) que foi submersa no processo de alagamento da mesma, pois isso é como encontrar ouro pra min. Já encontrei uma cisterna quadrada submersa a mais ou menos 15 metros de profundidade. Está bem próxima ao pé do morro de uma igreja que ainda está lá. Se tiver qualquer informação agradeço. Abraços.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 13/11/2012
Os que me leem, me animam a escrever mais e mais. Obrigado, pois!?

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/10/2012
Caro Luiz Gustavo! Só hoje vi seu recado. Conheci mui8to a família Zacarrão. Fui amigo de Itamar (Mazinho), fizemos muitaas farras nas festas de Paula Lima, ?Barreira, Benfica, Juiz de Fora e Lima Duarte. Bons tempos, tempos felizes de nossa mocidade. Mando um abraço pra suas vó e para os descendentes dos Mansur. Seu avô Jorge Mansur foi o lendário beque do Aymoré Futebol Clube. Eu assisti o enlace de sua tia-avó Áurea com Pedro Motta eu neste dia conheci a irmão de Pedro que muitos anos após este evento tornar-se-ia minha esposa Cecy. O mundo é pequeno mesmo.

Eduardo Dias - São Paulo - SP - 05/10/2012
Nossa!!! somente hoje vi este post, sou filho da Maria do Carmo Dias, filha de Henrique Dias, nossa tia Verônica ainda é viva e está muito bem, que legal recordar, passei várias férias em Chapéu junto com minha mãe.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 04/10/2012
A Sebastiana a que me refiro, veio com a gente quando mudamos de Rosário para Paula Lima e depois para Chapéu D'Uvas. É só o que sei. Acho que ela voltou para Rosário, isto nos idos de 1941-4. Será a mesma?

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 04/10/2012
Obrigado Lucimar! Vou tentar lembrar um pouco mais. Pergunto se você é parenta de José Coelho que conheci outrora?

Lucimar Coelho - Jardim Glória - 30/09/2012
Eu morei muito tempo em Chapéu D'Uvas, tenho saudades de quando os casarios centenários estavam de pé. Parabéns pela boas recordações.

Jose Luiz - Suzano - SP - 30/09/2012
Olá Asséde, boa tarde e um ótimo domingo, estou lhe escrevendo pois vi sua matéria e estou procurando parentes de minha mãe que saiu de lá ha uns 50 anos, e vi na sua matéria uma Sebastiana que possivelmente possa ser a minha vó e mãe de Rita Lourenço da Silva, seria possível o senhor me dizer caso tenha conhecido e se for a pessoa que penso se posso ter referência de irmãos, sobrinhos ainda na cidade talvez?

Luiz Gustavo Mansur Moreira - Eldorado - Juiz de Fora - 27/09/2012
Fiquei muito emocionado ao ler sobre a família de minha avó d Elza Zacarão ainda viva e com muita saúde e de meu avô Sr. Jorge Mansur falecido em 1981 e gostaria de receber esses textos falando de chapéu D'Uvas se possível, muito obrigado!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 06/05/2012
Marcos! Não consegui afastar todas as brumas da memória, pois não me lembro de Expedito. Fotos de Chapéu você pode tê-las lendo meus trabalhos no Benficanet.

Marcos Marcelo - Francisco Bernardino - Juiz de Fora - MG - 14 e 15/05/2012
Sr Asséde Paiva , boa tarde. Sou nascido em Chapéu D'Uvas, minha família também, adorei sua matéria pela internet, muito nomes ali citados eu conheci, gostaria de saber se o sr conheceu meu pai que se chamava Expedito Alves Pinto filho da dona Conceição, tinha apelido de Bahia, o sr tem mais fotos antigas de Chapéu D'Uvas? Se tiver mande no meu e-mail. Um abraço.

Sr Asséde Paiva, parabéns por sua matéria sobre Chapéu D'Uvas! Gostaria de saber se o Sr tem mais fotos antigas de Chapéu D'Uvas, muito bom voltar ao passado gostaria de saber se o Sr conheceu meu Pai Expedito Alves Pinto, filho de Dona Conceição, ele tinha apelido de (Bahia). Abraço.

Ricardo P Silva - Manoel Honório - Juiz de Fora - MG - 23/04/2012
Bom dia Asséde, li sua matéria e achei muito interessante até mesmo porque sou mergulhador e ontem 22/04/12 fiz um mergulho em Chapéu D'Uvas onde provavelmente era uma caixa d'água. Aproveitando sua matéria gostaria de saber de você se tem alguma foto antiga de Chapéu D'Uvas e se poderia conseguir uma cópia. Desculpe por ser invasivo. Agradeço e peço desculpas mais uma vez pela forma que  o contatei.

Tania Valeria Vaz - Vila Velha - ES - 17/03/2012
Meus pais levavam-nos para pescaria e deliciávamos a prainha! Muitos anos da minha infância com meus pais e irmãos... curtimos muito essa prainha e os LAMBARIS!!!!

Manoel Ferreira (tineca) - Chapéu D'Úvas - MG - 17/10/2011
Sou de chapéu D`uvas (nato), parabéns pela matéria, agora temos um ótimo canal de comunicação.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 15/09/2011
Dados sobre família Micó: Maria Helena da Conceição Pereira, chamada Maria Micó, era sobrinha dos Micó (Alfredo, João, Beijo). João Micó era pai de Elvira, Conceição, Efigênia, Verônica. Elvira morreu há dois anos. João tinha um filho de nome Sebastião. Adelino era outro irmão dos Micó??? A Sra Maria Micó mora em Volta Redonda. É isto aí, por enquanto.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 15/09/2011
Hamilton! Seu pai Rio Novo (qual era mesmo seu nome real?) trabalhava numa guarita bem perto da travessia que ia pra minha casa. Ele me emprestou grandes romances e era titular da ponta direito do Aymoré futebol Clube. Seus pais e os meus se davam bem e eram compadres. Lembro de suas irmãs Elza e Selma, de você não. Talvez nem fosse nascido.

Helena: Fale-me um pouco mais de seus tios Mimi e Beijo Micó. Obrigado, Asséde.

Rosania! Seu convite está aceito. Irei a Chapéu quando puder.

Helena de Paula - São Paulo - SP - 07/09/2011
Eu Passei a minha vida ouvindo falar deste lugar onde meus pais se conheceram e se casaram. Eu jamais, mas jamais mesmo, pensei que um dia ia ver uma foto do lugar que minha mãe contava sobre as festas religiosas. Achei interessante as muitas histórias que de em algum momento se refere aos meus, exemplo. Tio Mimi, Tio Bejo Mico, lembro-me que quando criança ia com minha avó na casa Geraldo Ambrozino o homem que perdeu as pernas eu tinha muito medo dele, lembro que ele usava uma perna de pau. Era muito pequena mas fui benzida pela Sá Antonia como vovó a chamava. Da Galdina das bebedeiras dela e algo muito vago na minha memória mas lembro-me também... Do Xangai das férias em Chapéu D'uvas. Muito bom relembrar... Fiz uma verdadeira viagem ao passado... Obrigado Abraços!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 07/09/2011
Maria Helena, infelizmente... não recordo bem dos Micó. Entretanto, minha primeira namoradinha chamava-se Lurdes e era filha de um dos Micó. Qual? Não sei. Como em todas famílias, há ricos e pobres. Um Micó, Alfredo??? Era medianamente rico. Outro, João ou o outro, era muito pobre. Vou tentar saber mais e voltarei ao assunto.

Maria Helena David - São Paulo - SP - 06/09/2011
Incrível mundo pequeno...Ou graças a internet voltamos ao passado quase que num passe de mágica. Você citou o nome de muitas pessoas que eu conheci. Inclusive irmãos do meu avô João Micó. Sou Helena de Paula escritora do livro Moinhos de Ventos\" Moro na praia grande litoral de São Paulo. Sou sobrinha da Odete que mora em Chapéu D'uvas! Fiquei emocionada com a tua historia conheci o Sr Nestor Esmero ele era casado com a dona Jovina, né? Entre em contato comigo por este e-mail. Adoraria conhecer um pouco mais sobre tua historia. Um abraço!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 07/09/2011
Estou meio em dúvida sobre João Micó. Seria ele o pai de Lurdes???
Lucas! Realmente eu me esqueci de João Micó. Estou investigando e darei notícias.

Lucas David - Juiz de Fora - MG - 06/09/2011
Oi, Sou bisneto de João Antônio David (1891-1983), mais conhecido como Micó, e você citou no texto dois nomes... \"Beijo Micó\" e \"Alfredo Micó\". Gostaria de saber quem são ou quem foram esses homens, e se vc conheceu o João Micó, casou com Maria, teve 10 filhos, Maria morreu e ele casou-se com Carolina. Conhece essa história? Abraços, e desde já agradeço.

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ - 01/09/2011
Prainha não é do meu tempo... Idos de 40/49.

Marcelo Rezende - Ewbank da Câmara - MG  - 29/08/2011
Achei muito interessante a matéria e as fotos, principalmente a foto das meninas que por coincidência a Aparecida Machado e Glória Machado são minhas tias. Gostaria de saber se você não consegue uma matéria e fotos da prainha.

Rosania De Oliveira Coelho - Chapéu D'Úvas - MG  - 17/08/2011
AMO Chapéu D'Úvas, sua recordação me faz viajar no tempo.Convido-o a vir conhecer o 1˚restaurante do bairro(Maison dos Amigos). Onde conto um pouco mais da história de Chapéu D'uvas, através de fotos.

Francinne Malta - Volta Redonda - RJ  - 13/08/2011
Ah linda minha vozinha Verônica na foto, apesar de não ter muitas coisas para se fazer em Chapéu, passei muitas férias nesse local e também tenho boas lembranças!! Bem legal essa parada de escrever um pouca da história desse lugar!

Asséde Paiva - Volta Redonda - RJ  - 13/08/2011
É gratificante ver o meu trabalho publicado em site superinteressante. É emocionante despertar lembranças adormecidas em meus conterrâneos.

Ricardo A Salgueiro - São Paulo - SP  - 09/08/2011
Hoje recebi um presente de uma Família de amigos que moram em Chapéu D\'uvas: o link desta matéria. Conheci de perto Chapéu D\'uvas no período de 1963 até aproximadamente 1981. Lá passei boa parte de minha adolescencia e juventude. Frequentei os quadrantes infinitos do lugar, explorando as paragens de bicicleta ou a pé. Histórica, A Chapéu D\'uvas dos tempos de Saint Hilaire, no início do Caminho Novo, princípio do Século XIX era a atual Paula Lima. A força da ferrovia trouxe o nome para a atual Chapéu D\'uvas. Lamento a destruição de várias fazendas, do armazem do \"Riquito\" e do \"Nico\", a semi destruição da Estação, (construída no final do Século XIX), do laticínio, da Fazenda do Cafundão, da ponte antiga... Mas, lamento muito as distâncias dos amigos: Sebastião, Getúlio, Brás, França, Paulinho...

Cristina Dias Malta - Volta Redonda - RJ  - 06/08/2011
Esta lindona, número 7, na foto (Verônica) é minha mãe, hoje com 80 anos. Sempre passei minhas férias em Chapéu com minha família. Até hoje vamos lá. Muitos já partiram... a saudade é grande! Um grande abraço a todos.
 

João Gomes da Silva - Além Paraíba - MG   - 03/08/2011
Vez por outra, quando a solidão da saudade aperta, recorro imagens do passado. Daí, entre outras fontes, recorro ao Benficanet. Nascido e criado (até aos 16/17 anos)em Benfica (filho de operário da FEEA) tenho estreitas ligações com esta terra.Quero notícias da Hiroko Kasai e seu irmão Takeshi Kasai, entre outros.

Michelli Coliver - Juiz de Fora - MG   - 21/07/2011

Terra que todos amam, mesmo os que só visitam, sempre volta.

Hamilton Manoel de Oliveira - São Judas Tadeu - Juiz de Fora - MG   - 18/07/2011
Parabéns pela matéria. Fiquei muito emocionado, pelo carinho na descrição. Sou filho do Guarda-chaves Rio Novo / Jovina. Após viver de 72 a 89 em Salvador voltei a Chapéu onde morei até 93. Neste período criamos a Associação do Bairro. Por motivo de saúde retornei a Salvador e em 2000 voltei novamente, só que desta vez para o endereço citado. Foi muito bom relembrar os nomes de todos os conterrâneos que já ficava esquecidos na memória. Abraços fraterno do Hamilton.
 
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