Com bicicletaria há mais de 40 anos,
Sr. Aldir faz parte da história de Benfica!

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Em 22 de fevereiro, temos um aniversariante que faz parte da história de Benfica. Sr. Aldir Gonçalves de Oliveira que completa 63 anos de idade, casado com Maria José Brandão de Oliveira (conhecida como Sol dos biscoitos), tem dois filhos, Luciana e Aldimar de Oliveira, nos conta um pouco de sua trajetória mantendo tradicional bicicletaria há mais de 40 anos.

Quando começou, era uma das poucas oficinas de bicicletas no bairro e ficava na rua Martins Barbosa quase esquina com a rua Paulo Garcia, onde manteve as atividades por 22 anos. Sr. Aldir comenta a tranquilidade da época, lembrando das portas do estabelecimento que eram de madeira já velha, trancadas apenas com cadeado sem precisar se preocupar. Após o ano de 1991 se mudou para a Rua Maria Eugência (antiga Av. Rosa). Mais tarde decidiu levar a bicicletaria para o bairro Barreira do Triunfo, que naquele tempo, não tinha nenhuma oficina especializada em bicicletas, lá ficou por 4 anos.

Sr. Aldir conta animado sobre uma bicicleta "gigante" que montou há muitos anos atrás, onde duas pessoas pedalavam juntas, mas depois foi perceber que era um pouco perigosa na hora de fazer a curva, ele sorri lembrando da diversão que foi!

Durante todo esse tempo  o filho Aldimar o acompanhou, e bastante envolvido com os trabalhos da oficina, optou por seguir com os negócios do pai. Retornando à Benfica, Sr. Aldir deu continuidade a essa tradição e hoje trabalha ao lado do filho, que tem sua loja montada na Av. Inês Garcia, Aldibike Bicicletaria. Neste local já estão há 5 anos, recebendo novos e antigos clientes que recordam bem da história deste homem trabalhador.

Pai e filho, juntos também no trabalho, prestando serviços de qualidade e mantendo a tradição da bicicletaria no bairro.
Sr. Aldir e seu filho Aldimar.
Comentários:

Marcos Ribeiro(Coca-Cola) - Stuttgart-Rohr/Alemanha - 24/02/2014

Grande profissional, amigo e muito, mas muito "Gente Boa"! Merece!


Miguel Ribeiro Gomide - Sta. Helena - Juiz de Fora-MG - 23/02/2014
Sempre que vejo bicicletarias - casas de bicicletas com oficinas - recordo minha infância. Nunca tive uma bicicleta. Lembro-me de um Natal em que o filho de um fazendeiro - meu colega de grupo escolar - foi exibir-me a sua bicicleta, presente do "papai Noel". Bonita! Paralamas cromados, pneus grossos, campainha de mola, carregadeira, holofote (farol) elétrico; dínamo na roda e espelho retrovisor no "guidom". Hoje pensando no mestre Freud, raciocino, como as crianças possuem uma autodefesa emocional! Aquilo não me atingiu. Pedi uns trocados ao meu avô e fui à modesta oficina do "Zé Bicicleta", como sempre fazia; aluguei a de sempre, dei umas voltas e me satisfiz. Ao pagar o aluguel, o Zé falou-me: "quando você quiser, venha; se não tiver dinheiro, acerto depois com seu pai; sei que ele é pão-duro mas não vai deixar de pagar". Assim eu fazia e o mais curioso é que meu pai nunca tocou no assunto comigo. Veja no Google, o filme "Meu pai, um estranho". Lembrei-me disso ao ler a excelente reportagem sobre o sr. Aldir. Já tive três carros - um após o outro - os quais sempre considerei simples conduções; nunca deixei-me dominar por eles nem deles tenho saudades. No entanto, as bicicletarias trazem-me felizes recordações da infância. Bicicletas montadas, desmontadas, peças, correntes, rodas por todos lados, pneus amontoados, caixas de ferramenta parafusos, aquele barulhinho da roda sendo desempenada...Lembro-me do Zé remendando câmaras de ar e o cheiro forte da cola... Suponho que todas as pessoas que visitam bicicletarias, ao contemplar o ambiente, relembram sua infância... - veja no you tube, o filme "O garoto da bicicleta", com certeza o sr. Aldir tem muitas estórias pra contar, assim como seu filho Aldimar terá outras tantas no futuro, porque as bicicletas são eternas e inesquecíveis...
  
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