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PJF não cumpre resolução do Conselho Municipal de Saúde sobre gestão das UPAs - 27/06/2014

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Na última quarta (25/06), o Conselho Municipal de Saúde se reuniu para deliberar sobre a gestão das UPAs no município, pois de acordo com a resolução 388/2013, deveria ser "exclusivamente pública" a partir desta quinta (26/06). O Secretário de Saúde, José Laerte, e a subsecretária da Urgência e Emergência, Adriana Fagundes, fizeram a exposição acerca da retomada da gestão e operacionalização das UPAs, alegando que tendo em vista a "economicidade", o atual modelo é mais viável aos cofres do município. No entanto, Gilson Salomão, presidente do Sindicato dos Médicos, ressaltou que, na verdade, existem muitos problemas sobre a precarização do trabalho dos profissionais nestas unidades e que, inclusive, existe uma ação na justiça, movida tanto pela sua entidade quanto pelo Sindicato dos Servidores (Sinserpu), contra a "terceirização" destes serviços. O médico criticou a prefeitura de Juiz de Fora por não ter tomado qualquer providência em direção ao cumprimento da resolução. Já o representante dos Sindicatos dos Servidores, Paulo Azarias, reforçou a questão dos baixos salários praticados, principalmente com relação aos profissionais de enfermagem, e também sobre a procedência dos parâmetros de viabilidade financeira apresentados pela prefeitura. Tendo em vista obter mais detalhes, pediu "vistas" da matéria em deliberação, o que acabou encerrando o debate.

O Conselho Local de Saúde (CLS) de Benfica estava presente e pretendia apresentar denúncias sobre o funcionamento da UPA Norte. Esta é a unidade com maior volume de atendimento, superando dez mil usuários por mês. No entanto, enfrenta problemas com ausências frequentes nos plantões médicos, profissionais não experientes atuando na equipe e até falta de materiais de limpeza e hotelaria. "Não adianta ter um atendimento economicamente viável para a prefeitura e humanamente inviável para a população. Não se pode discutir a manutenção deste modelo somente sob o ponto de vista financeiro e este debate tem que ser ampliado. O fato é que após um ano, a resolução do Conselho Municipal não vai ser cumprida", argumenta Aline Junqueira, representante do CLS de Benfica.

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